Em agosto de 2026, a NESsT, em parceria com o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) e o Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF), inicia o projeto Raízes do Cerrado: Fortalecendo a Sustentabilidade e o Impacto dos Negócios da Sociobioeconomia para a Conservação. A iniciativa busca fortalecer a sociobioeconomia como aliada da conservação do Cerrado, um dos biomas mais biodiversos do mundo.
Ao longo de 18 meses, uma organização da sociedade civil atuante no Cerrado participará de um processo customizado de desenvolvimento institucional conduzido pela NESsT, conectando sustentabilidade econômica, governança inclusiva, impacto socioambiental e conservação da biodiversidade.
A iniciativa parte de uma premissa central: conservar a biodiversidade também significa criar condições para que negócios e organizações que desenvolvem soluções a partir do território possam prosperar de forma sustentável. Ao ampliar suas capacidades e fortalecer sua resiliência, o projeto busca aproximar conservação, geração de renda e desenvolvimento local.
IEB e CEPF já atuam conjuntamente no Cerrado, apoiando a participação da sociedade civil e iniciativas voltadas à conservação da biodiversidade no bioma. No Raízes do Cerrado, essa experiência territorial se soma à abordagem da NESsT no desenvolvimento de organizações e negócios de impacto, conectando diferentes capacidades em torno de um objetivo comum.
O CEPF atua globalmente no financiamento de iniciativas voltadas à proteção de regiões de alta importância para a biodiversidade, com atenção especial ao fortalecimento da sociedade civil e de organizações que atuam diretamente nesses territórios. É uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, da União Europeia, da Fundação Franklinia, da Fundação Hans Wilsdorf, do Fundo Global para o Meio Ambiente, do Governo do Canadá, do Governo do Japão, da Fundação Hempel, The Nature Conservancy e do Banco Mundial.
O Cerrado e a conservação da biodiversidade
O Cerrado abriga cerca de 5% da biodiversidade do planeta e desempenha um papel essencial na manutenção dos recursos hídricos do Brasil, dando origem a importantes rios e bacias, entre elas as dos rios Tocantins e São Francisco.
Seus ecossistemas contribuem para a regulação do clima, a proteção do solo e da água, a produção de alimentos e os meios de vida de milhões de pessoas.
Conservar essa diversidade exige olhar também para as condições econômicas, sociais e institucionais de quem vive e atua nesses territórios. Nesse contexto, ampliar a capacidade de organizações locais de desenvolver soluções sustentáveis é parte importante da construção de estratégias de conservação capazes de gerar resultados no longo prazo.
Desenvolvimento institucional para ampliar o impacto
O projeto apoiará uma organização da sociedade civil que atua no Cerrado e já integra o conjunto de iniciativas apoiadas pelo CEPF. A organização selecionada participará de um processo customizado de desenvolvimento institucional conduzido pela NESsT.
A iniciativa combinará diagnóstico institucional, construção de um plano de ação, workshops presenciais, pelo menos dez sessões de mentoria e apoio ao desenvolvimento de sistemas de monitoramento.
O objetivo é ampliar a capacidade da organização de tomar decisões estratégicas, aprimorar seus sistemas internos, avançar em sua sustentabilidade financeira e acompanhar de forma mais consistente os impactos gerados no território.
O processo será orientado por indicadores que abrangem quatro dimensões complementares: econômica, social, ambiental e de biodiversidade. Entre os temas trabalhados estarão governança inclusiva, equidade de gênero, participação de jovens, práticas ambientalmente sustentáveis, sustentabilidade financeira e monitoramento dos resultados de conservação.
Sociobioeconomia como aliada da conservação
A conservação da biodiversidade está diretamente conectada às condições de vida e às oportunidades econômicas existentes nos territórios.
É nesse cenário que a sociobioeconomia assume um papel estratégico. Ao articular geração de renda, valorização da biodiversidade e dos conhecimentos locais e uso sustentável dos recursos naturais, ela oferece caminhos para criar oportunidades econômicas alinhadas à conservação e ao desenvolvimento dos territórios.
Organizações locais mais preparadas também ampliam sua capacidade de planejar, acessar novas oportunidades, aprimorar sua gestão e monitorar os resultados que geram.
O Raízes do Cerrado reúne a experiência da NESsT no desenvolvimento de organizações e negócios de impacto, a atuação territorial do IEB junto à sociedade civil no Cerrado e o trabalho do CEPF na conservação da biodiversidade. Essa complementaridade busca criar condições para que desenvolvimento econômico, impacto social e conservação avancem de forma integrada.
Aprendizados que podem ampliar o impacto
Além do trabalho realizado diretamente com a organização participante , o Raízes do Cerrado pretende gerar aprendizados que possam contribuir com outras iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável.
Ao longo dos 18 meses, a evolução da organização será acompanhada por meio de indicadores econômicos, sociais, ambientais e de biodiversidade. Ao final do projeto, os resultados, desafios e aprendizados serão sistematizados e compartilhados com o CEPF e com a comunidade de conservação.
A experiência também contribuirá para aprofundar o conhecimento sobre a relação entre desenvolvimento institucional, sociobioeconomia e conservação da biodiversidade, gerando referências que poderão apoiar outras organizações e iniciativas comprometidas com a construção de economias mais inclusivas e sustentáveis nos territórios.
Com o Raízes do Cerrado, NESsT, IEB e CEPF conectam experiências e capacidades complementares para fortalecer organizações locais e ampliar o potencial da sociobioeconomia de gerar oportunidades, contribuir para a conservação da biodiversidade e construir um Cerrado mais resiliente.
Sobre o NESsT
A NESsT investe em empreendimentos que geram empregos de qualidade para comunidades historicamente excluídas, ao mesmo tempo em que contribuem para a preservação do planeta. Desde sua fundação, em 1997, a NESsT investiu mais de US$ 55 milhões e capacitou e apoiou mais de 39 mil empreendedores em 50 países. A organização acelerou e financiou mais de 510 empreendimentos, que, juntos, sustentam mais de 211 mil empregos formais e melhoraram a vida de 4,7 milhões de pessoas de comunidades sub-representadas em todo o mundo.
Sobre o CEPF
O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, da União Europeia, da Fundação Franklinia, da Fundação Hans Wilsdorf, do Fundo Global para o Meio Ambiente, do Governo do Canadá, do Governo do Japão, da Fundação Hempel, The Nature Conservancy e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.

